Filemon – Intercessão por um escravo

Contexto Histórico

O apóstolo Paulo foi um dos fundadores da igreja em Colosso, quando de suas viagens missionárias por lá esteve. De acordo com o versículo 2, a igreja funcionava na casa de Filemom, pelo qual Paulo nutria uma grande consideração.

Nesta epístola, podemos destacar três personagens: Filemom, Paulo e Onésimo. Filemom era um irmão de condições financeiro muito bom, haja vista que possuía servos e um desses servos era chamado de Onésimo. Por motivos desconhecidos, não mencionados na epístola, Onésimo resolve fugir de seu senhor, provavelmente levando consigo alguns pertences ou dinheiro a fim de auxiliá-lo na fuga (v. 18-19).

Em sua fuga, Onésimo vai para Roma e acaba se encontrando com Paulo, que estava provavelmente em prisão domiciliar naquela cidade. Ele se converte a Jesus, é transformado pelo evangelho de tal maneira que Paulo desejou reter-lhe para ajudar como um auxiliar na obra missionária. Mas tal atitude não seria correta sem o conhecimento e a aprovação de Filemom (v.13-14).

Uma vez amadurecido em sua vida espiritual, consciente de seu erro perante o seu senhor, Onésimo sabe que ao pode viver fugindo para sempre e precisa se apresentar, mesmo ciente que corria risco de morte. Pois de acordo com as leis em vigor naquela época, o senhor de escravo poderia proceder como bem parecesse aos seus olhos em relação ao escravo fujão capturado, inclusive impor a pena capital. Paulo ciente da gravidade da situação envia Onésimo ao seu senhor, mas com uma carta de recomendação, intercedendo pela vida daquele.

Contexto Espiritual

Simbologia – Os três personagens em destaque tipificam bem a relação entre o homem e Deus. O homem foi criado por Deus, mas contra o seu Senhor se rebelou, sabendo que o salário do pecado é a morte. O erro do homem trouxe sobre si a morte como recompensa de seus erros, pois Deus não tem o culpado por inocente. O homem não tem recursos para pagar a sua dívida com Deus, não tem pelos seus próprios meios como se justificar diante de Deus. É então que surge a figura de Jesus, se oferecendo como mediador entre Deus e o homem, intercedendo diante de Deus pelo homem, assumindo e pagando toda a dívida do homem para com o seu Criador.

Aplicação Prática

Jesus nos redimiu para Deus, nos resgatou, pagando a nossa dívida com sangue na cruz do calvário. E todo aquele que tomar posse desse sacrifício, também terá os seus pecados perdoados.

Todo aquele que se converte a Jesus, recebe a salvação. Deus perdoa o pecador pelo sangue de Jesus, mas não apaga as consequências do pecado. É preciso que o homem esteja em dia com as leis de seu país, se apresentando e cumprindo a pena pelos seus atos do passado, mesmo que já tenha se convertido a fé cristã, para que o nome de Jesus não seja escandalizado entre os gentios.

Ainda hoje há muitos que perecem sem Deus e marcham para a morte eterna e receberão a recompensa pelos seus pecados no Juízo Final, mas para aqueles que creem em Jesus, ainda há perdão. Pois a mão Senhor não está encolhida para que não possa salvar.