Aula 7: A oração e o jejum

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Mateus 6:9-13
9 Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
10 venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;
11 o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;
12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;
13 e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!

Mateus 21.22 “E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis”.

1. A oração a Deus

Oração é uma conversa. Diariamente conversamos com várias pessoas e através das palavras expressamos os nossos sentimentos, vontades, interesses e etc. Da mesma forma em que conversamos com os nossos amigos, colegas de trabalhos e a nossa família, precisamos conversar com Deus, pois ele é o amigo fiel.

Deus gosta de conversar com a sua criação (os seres humanos), Deus tem interesse em saber como foi o nosso dia (Gn 3:8) e preza pela nossa amizade. É bom ser amigo de Deus (Tg 2:23 / 4:4). Quando o crente ora, está falando com Deus (o Pai). Toda oração deve ser dirigida a Deus e somente a Deus.

Jesus é mediador entre Deus e os homens. Por isso toda oração dirigida a Deus pai, deve ser em nome de Jesus. Deus não ouve oração que não seja por intermédio de Jesus. Por exemplo: “Senhor meu Deus e Pai, venho a ti nesta oração por intermédio de Jesus…” Ao finalizar diga: “Estas são as bênçãos que te peço e já te agradeço em nome de Jesus”.

2. Objetivos na oração

Quando conversamos com alguém com o objetivo de apenas jogar conversa fora, dificilmente obteremos atenção e não seremos levados a sério. Da mesma forma quando conversamos com Deus, devemos ter uma conversa sadia, equilibrada e objetiva. Devemos compartilhar o nosso sentimento com Deus, abrir o nosso coração e falar sempre a verdade (At 5:4). Se existe alguém que pode nos ajudar, este alguém é o Senhor (2Cr 7:14). Devemos chegar diante de Deus com toda sinceridade e propósito no coração. Não podemos chegar diante dele, indecisos e sem saber o que realmente queremos (Tg 1:6-7 / Mt 21:22).

Quando oramos, falamos com Deus. Se pela fé temos a certeza de que ele nos ouve, então nossas orações são respondidas (Jo 5:14-15).

3. Impedimentos à oração

Quando falamos com Deus, a nossa oração sobe até o trono da graça. E até lá chegar, a oração enfrenta obstáculos poderosos (Ef 6:12 / Dn 10:12-13), por isso a Bíblia nos adverte a insistir na oração (Mt 7:7 / 1Ts 5:17).

Não devemos pedir o mal ao nosso próximo e nem a vingança (Dt 32:35 / Rm 12:17 / 1Ts 5:15), pois somos chamados para ser uma benção (Gn 12:2), amar e perdoar os nossos inimigos (Mt 5:44) e proclamar a libertação (Is 61:1-3). Lembre-se que o Senhor é o Justo Juiz (2Tm 4:8) e o que o homem plantar irá colher (Gl 6:7). Devemos orar e vigiar (Lc 21:36 / Mt 26:41) e não provocar a ira de ninguém (Ef 6:4 / Hb 12:14 / Rm 12:8).

Devemos ter fé e ousadia em nossas orações para reivindicar as bênçãos prometidas pelo Senhor, que estão contidas nas Escrituras Sagradas. Porém, devemos entender a vontade soberana de Deus para as nossas vidas, e que nós somos criatura e ele o Criador, nós somos servos e ele o Senhor. Não temos o direito de ofender o Criador (Ml 3:13). Devemos respeitar o tempo de Deus (Ec 3:1 / 8:6).

4. Resultados obtidos com a oração

Elias orou para que chovesse e choveu (1Rs 18:41-45); Orou também para que descesse fogo do céu e fogo desceu (1Rs 18:22-38); Orou para que o filho da viúva ressuscitasse e ressuscitou (1Rs 17:19-22); Daniel pediu a Deus a interpretação do sonho de Nabucodonosor e o Senhor o respondeu (Dn 2:17-19). Manasses implorou a Deus pela sua vida e o Senhor o livrou da morte certa (2Cr 33:11-13); Ana pediu um filho a Deus e o Senhor lhe deu vários (1Sm 1:10-11 / 2:21); Jesus vivia constantemente em oração.

5. O que é o jejum

Há um ditado antigo que diz: “quando a oração para, o jejum prossegue”. O jejum é a continuidade da oração sendo uma arma que Deus colocou à disposição da igreja.

Segundo o dicionário Aurélio, jejuar é “abster-se de algo” e jejum é “abstinência total ou parcial de alimentação em certos dias…” e segundo o Dicionário da Bíblia de Almeida, jejum é a “Prática de não se alimentar por certo tempo (1Rs 21:9). Como prática religiosa, é voluntário, exige pureza de vida (Is 58:3-7) e exclui a exibição (Mt 6:16-18). Em ocasiões especiais, a igreja seguindo o costume judaico, era convocada para jejuar (At 13:2-3; 14:23)”.

6. A necessidade do jejum

Jejuamos quando encontramos barreiras onde a nossa oração parece não ter a eficácia necessária. Situações em que a oração por si só não apresenta resultados satisfatórios.

7. Tipos de jejum (relativo, parcial e absoluto).

Relativo – Você se abstém de algumas “coisas” (Dn 1:5-15).
Parcial – Está escrito que Jesus teve “fome”, mas não “sede” (Mt 4:2).
Absoluto – O mais comum e usado por Moisés no Sinai (Ex 34:28).

8. Resultados obtidos com o jejum

Vence Batalhas (Jz 20:26-28), santifica o crente para lutar e expulsar legiões de demônios (Mt 17:21), ajuda a proteger vidas (Jn 3:5) e etc.

9. A poderosa combinação da fé, oração e o jejum.

Quando o crente confia no poder de Jesus e se propõe a clamar e a jejuar, ele abala os céus, a terra, o inferno estremece e Jesus é glorificado.

10. Excessos no jejum

Devemos respeitar os limites do nosso corpo e não força-lo em demasia provocando com isso enfermidades ou até mesmo a morte, pois Deus não aceita sacrifício de tolo e melhor é obedecer do que sacrificar (1 Sm 15:22). O jejum geralmente começa a meia noite e vai até onde o corpo aguentar. Se só tens força para jejuar até as 10 horas da manhã, jejue e não vá até as 12 horas. O cristão não pode tratar mal o seu corpo que é templo do Espírito Santo (I Co 6.19). É importante ressaltar que o jejum é agradável a Deus quando não há murmuração. Se quando em jejum, começar os pensamentos de murmuração em relação a fome e sede, então deve-se encerrar o jejum imediatamente.

Seja sábio, prudente e Deus te dará vitória.


Pr.Bezaleel Campêlo
Bacharel e Pós em Teologia Bíblica