Aula 9: Jesus Cristo

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1) A divindade de Jesus Cristo

Jesus Cristo é a segunda pessoa da Trindade divina. Sendo Filho de Deus, esteve presente na criação do mundo, onde a Bíblia diz que “tudo foi feito por ele e sem ele nada do que foi feito se fez”. Portanto, ele é Deus (Jo 1.1-3,14 / Cl 1.16-17).

2) Jesus Cristo no Antigo Testamento

O Senhor Jesus Cristo é citado no Antigo Testamento, como o Messias prometido a Israel (Mq 5.2 / Is 9.6); como o quarto homem na fornalha (Dn 3.24-25); o homem vestido de linho visto por Daniel (Dn 12.7); um dos três seres celestiais que aparecem a Abraão, antes da destruição de Sodoma e Gomorra (Gn 18); e também está presente na bênção sacerdotal (Nm 6.23-27).

3) A promessa

Quando o homem pecou no Jardim do Éden, Deus prometeu a raça humana que nasceria um (Jesus) que esmagaria (no calvário) a cabeça da serpente (o diabo), livrando assim o homem do pecado e da morte eterna (Gn 3.14-15). Também o Senhor prometeu a nação de Israel, que viria ao mundo um Salvador (Messias), que restauraria todas as coisas. Veja mais promessas a respeito da vinda de Cristo (Dt 18.15,18 /Is 7.13-14 / Mt 1.23 / Jo 1.41).

4) Sua missão

Cristo viria ao mundo, como cumprimento de uma promessa feita por Deus, pelo qual toda raça humana seria abençoada (Gn 12.13). Lembre-se que o homem foi feito a imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26), porem depois de pecar, passou a ser a imagem e semelhança do pecado (Gn 5.3). Cristo viria nos restaurar para Deus, como filhos seus. Para isso, como cordeiro perfeito e imaculado, deveria padecer pelos pecados do mundo e que através de seu sangue vertido, fossemos purificados de nossas maldades e tivéssemos os nossos pecados perdoados (Mc 9.7-13). Cristo cumpriu sua missão (Jo 19.30).

5) O seu nascimento

Cristo não nasceu fruto de uma conjunção carnal, pois teria herdado o pecado em suas veias. Está escrito que ele não pecou e nele não houve pecado (2 Co 5.21 / Hb 4.15 / 1 Pd 1.22). O rei Davi certa vez declarou: “em pecado me concebeu a minha mãe” (Sl 51.5). O rei Davi se referia ao fato de nascer no pecado, pois foi fruto de uma conjunção carnal entre seus pais.

Deus escolheu e separou Maria, uma jovem pura, santa e imaculada e o Espírito Santo, em seu ventre realizou uma obra (Mt 1.20 / Lc 1.34-35), da qual nasceu Jesus, 100% homem e 100% Deus.

Cristo em sua infância, aqui na terra, cumpriu todos os ditames da Lei. Foi apresentado ao sacerdote (Lc 2.27) no templo, aos oito dias de vida, para ser circuncidado. Depois voltou ao templo aos doze anos e se apresentou novamente aos sacerdotes (Lc 2.42-47), pois é com esta idade que o menino israelita recita o Torá (Pentateuco) e passa desde então a ser filho da Torá (Lei). Depois permaneceu oculto dos doze aos trinta anos, pois nenhum homem pode ser “rabino” com menos de trinta anos (Lc 3.23).

6) O seu ministério

Tudo o que Cristo fez, foi exemplo para nós. Antes de iniciar o seu ministério, aos trinta anos de idade, foi batizado em águas por João (Lc 3.21-22) e em seguida jejuou quarenta dias e quarenta noites, no final foi tentado por Satanás e saiu-se vencedor (Lc 4.1-13).

Antes de começarmos qualquer projeto, devemos consultar ao Senhor e tirarmos uns momentos em oração e consagração, não necessariamente quarenta dias, para que possamos ser bem-sucedidos e resistir o mal. Cristo jejuou tanto tempo, porque a obra que iria realizar era grandiosa e muito espinhosa. A Bíblia registra apenas duas pessoas que jejuaram tanto tempo: Moisés e Cristo.

Cristo escolheu os seus discípulos, realizou muitos milagres (curou, libertou e ressuscitou), provando assim que de fato e de verdade era o autêntico Filho de Deus e recebeu testemunho de Deus, de João, de Moisés e de Abraão (Jo 5.31-47 / 8.56). Enquanto esteve na terra, anunciou o Reino dos Céus, pregou o arrependimento de pecados, ensinou sobre a necessidade de nascer de novo da água e do Espírito de Deus, seus sermões tratavam do caráter do homem e por parábolas nos deixou grandes lições. Cristo se manifestou ao mundo para desfazer as obras de satanás (1 Jo 3.8).

Em sua trajetória ministerial, experimentou o apogeu e a fama como também a solidão e o abandono. Cristo foi rejeitado pelos seus irmãos (Jo 7.3-5), pelos de sua cidade (Lc 4.29) e por último por todo Israel (Jo 1.11). Segundo a descrição feita pelo profeta Isaías (Is 53), Cristo não tinha beleza e nem formosura, era homem de dores e experimentado no sofrimento. Embora sendo de linhagem real, da descendência de Davi, não nasceu em um palácio nem tampouco foi relacionado entre os nobres. Está escrito que ele deixou a sua glória celestial, para sofrer por nós na terra (Fp 2.6-11).

7) A sua morte

Ao assumir que era o Cordeiro de Deus, teve o seu nome contado entre os malfeitores. Mas a sua morte representava definitivamente a nossa redenção, pois com o seu sangue nos comprou para Deus (Ap 5.9) e todo aquele que nele crer é dado o direito de ser chamado de Filho de Deus. A cortina do templo foi rasgada de auto a baixo, representando assim, que ele nos abriu uma porta e um novo e vivo caminho da reconciliação nos foi apresentado que nos leva até o Pai. Era o fim da separação entre o homem e Deus.

8) A nossa vitória

Quando fisicamente Cristo morreu na cruz, o seu espírito desceu ao Hades, subjugou a Satanás, tomou a chave da morte e do inferno, levou cativo o cativeiro (Sl 68.18 / Ef 4.8) e ao ressurgir bradou: “É me dado todo o poder nos céus e na terra” (Mt 28.18).

9) O fruto de seu ministério

Quando Cristo ressuscitou, selou com vitória tudo aquilo que tinha ensinado aos seus discípulos. Antes tinha apenas falado, mas com a sua ressurreição provou tudo o que disse a cerca de ser o Filho de Deus e de sua doutrina. A semente estava lançada e o fruto de seu ministério foi o surgimento da Igreja, a sua noiva, que recebeu de Cristo todo o poder e autoridade para desfazer as obras de Satanás (Mc 16.15-18). A igreja é o corpo de Cristo e está na terra para anunciar as obras de seu Senhor e ansiosamente aguarda o dia do arrebatamento em que Cristo levará para si todos os comprados pelo seu sangue, de todas as línguas, raças, tribos e nações.

O apóstolo Paulo resume bem o que significa ser um cristão autêntico, quando ele diz: “sede meus imitadores como eu também sou de Cristo” (I Co 11.1). Cristo é o nível de perfeição a ser alcançado, é o padrão a ser seguido. Todos nós temos que andar como ele andou, amar como ele amou e ser fiel a ele até a morte (Pv 4.18 / I Jo 1.26).

Conclusão

Se Cristo não tivesse vindo a terra, morrido na cruz e ressurgisse por nós, jamais seriamos reconciliados com Deus. Porque todos nós já nascemos no caminho que leva a morte eterna. Jesus veio nos dar uma nova opção e hoje podemos dizer que somos novamente filhos de Deus. Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome… (Jo 1.12). Hoje Jesus está nos céus e intercede por nós (Mc 16.19 / Hb 7.25).


Pr.Bezaleel Campêlo
Bacharel e Pós em Teologia Bíblica